Um grande objetivo na vida

pneumonia dupla

Posted by on Dez 1, 2013

Pneumonia bilateralSe a pneumonia (num só pulmão)  for mais extensa, a maior parte das pessoas refere muito cansaço, falta de ar (dispneia) e febre alta. Se a pneumonia é grave quase todos os doentes precisam de internamento hospitalar.

Nestes casos refiro-me a uma pneumonia  num só pulmão, ainda que a pessoa se apresente doente “como um todo”.

Também existem pneumonias bilaterais mas, são mais raras do que as unilaterais.  Aquelas, quase sempre, exigem internamento hospitalar, dado que são habitualmente muito mais graves e, em especial ocorrem em pessoas mais idosas ou com patologia concomitante.

Estas tem também um  prognóstico tanto pior quanto mais grave for a infecção pulmonar e outras situações associadas como a idade ou outras patologias associadas.

O organismo precisa de O2 e da eliminação de CO2. A falta de O2 no sangue, que pode ocorrer durante uma pnemonia pode ser muito grave (lembremo-nos do cérebro por ex.)

Os doentes com pneumonia tem de ser tratados atempadamente e da melhor forma possivel a fim de não ficarem com sequelas, como fibrose pulmonar e, mesmo sequelas noutros órgãos.

Este tecido fibroso, de que se fala, é o que resta do anterior tecido pulmonar, agora sem elasticidade, não permitindo a normal inspiração e expiração, e as normais trocas gasosas alveolares O2 / CO2.

Para um mais rápido controle da infecção  pulmonar,  o médico pode utilizar um ou vários antibióticos, (aqueles que “matem mais micróbios e o mais  depressa possivel”).  Estes antibióticos são administrados, habitualmente, via endovenosa (nas veias) para que cheguem em concentrações certas, o mais rapidamente possivel ao local ou locais de infecção. A antibioterapia é iniciada de imediato, assim que o diagnóstico é feito.

Alguns antibióticos só estão disponíveis para serem administrados por via endovenosa (E.V.), outros também o são por via intra-muscular ” I.M.” e outros em comprimidos ou cápsulas.

As sequelas com que o doente ficará dependerão da rapidez da cura, e aqui também intervém o agente infeccioso; o cumprimento rigoroso da terapêutica instituída e da remoção das secreções que entretanto se vão acumulando nos alvéolos e brônquios terminais, através de cinesiterapia respiratória efetuada por fisioterapeutas com formação em cinesiterapia respiratória e, logo que possivel com a colaboração efectiva do doente. A remoção das secreções é da maior importância, para que melhor se possam fazer as trocas gasosas nos alvéolos.

Os utentes com pneumonia iniciarão cinesiterapia respiratória o mais cedo possível (quase sempre numa fase muito inicial do tratamento), em que um especialista com formação em cinesiterapia respiratória se deslocará ao local onde o doente está internado (muitas vezes em unidades de cuidados intensivos e/ou intermédios) ou mesmo já na enfermaria, tendo, por vezes alta hospitalar, com indicação para continuarem a cinesiterapia respiratória no ambulatório.

Mesmo assim, algumas pessoas mesmo com o antibiótico certo  e a cinesiterapia respiratória “ginástica respiratória” correta, associada aos restantes cuidados médicos perfeitamente adequados, ainda ficam com sequelas pulmonares (essa parte do pulmão que esteve infetada,  fica com algum grau de fibrose “tecido enrigecido”, com muito pouca ou sem elasticidade) e portanto com limitação funcional respiratória e com as consequências que daí advém.

Uma vez mais me lembro da maravilhosa “máquina” que nós somos , mas dos cuidados imprescindíveis de que necessita. 

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